terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ECG: MIOCARDIOPATIA CHAGÁSICA (DOENÇA DE CHAGAS)



O ECG mostra ritmo sinusal, baixa voltagem do QRS no plano frontal, distúrbio de condução intraventricular inespecífico. O intervalo QRS é largo (0,13 s), rS em V1, QS em V5 e V6. Como não existe R monofásico em D1, AVL (mas complexos qr) ou V5-V6 (existe QS) não se trata de BRE típico. A presença de complexos de baixa amplitude em várias derivações e complexos com Q (derivações esquerdas) sugerem fibrose ou necrose miocárdica. Há uma extrassístole atrial seguido por uma extrassístole ventricular (terceiro e quarto batimentos em V4-V6).
Paciente portador de miocardiopatia dilatada, com insuficiência cardíaca (IC) CF III, disfunção sistólica grave. A fibrose miocárdica é comum na cardiopatia chagásica crônica.
A perda de potenciais de R e a baixa voltagem na IC é mais frequente nos pacientes mais graves, sendo associada a um pior prognóstico. Na IC a baixa voltagem pode estar relacionada a fibrose, ao edema (congestão) e derrame pleural.
Na cardiopatia chagásica crônica as alterações eletrocardiográficas mais comuns são: bloqueio de ramo direito (BRD), bloqueio divional ântero-superior esquerdo (BDASE), associação de BRD + BDASE, arritmia ventricular, áreas eletricamente inativas e baixa voltagem. Disfunção do nó sinusal (bradicardia sinusal, bloqueio sinoatrial, pausas) também pode ser registrado. É freqüente a associaçõa entre distúrbios de condução intraventriculae e/ou atrioventricular (BAV) e arritmia ventricular. Distúrbio de condução intraventricular inespecífico pode ser observado. O BRE típico é incomum.
A IC é uma síndrome clínica que tem várias etiologias, incluindo doença coronariana,HAS, miocardiopatia dilatada (idiopática), cardiopatia chagásica. A etiologia chagásica e isquêmica apresentam pior prognóstico em relação a IC de etiologia hipertensiva ou idiopática.

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